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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Doces Certificados de Pelotas – Preservando a história e garantindo qualidade ao consumidor



Hoje iremos entender qual o diferencial de um Doce Certificado de Pelotas se comparado com outros doces do mercado e como isto reflete na qualidade do produto final para o consumidor.

Como havia falado anteriormente, para uma empresa de doces poder utilizar o nome “Doces Certificados de Pelotas” ela deve atender a requisitos pré-estabelecidos no “regulamento técnico de produção” da Associação dos Doceiros de Pelotas

Dentre eles:

-Preservar os ingredientes da receita tradicional portuguesa

-Rastreabilidade da Matéria-Prima

-Alvará de Funcionamento da Empresa

-Manual de Boas Práticas de Produção

Este regulamento visa garantir um alimento seguro e com o Sistema de Rastreabilidade fornecer informações sobre o produto ao consumidor.

Sistema de Rastreabilidade dos Doces Certificados de Pelotas

Os Doces Certificados de Pelotas possuem um Selo em sua renda como o da Foto Abaixo: 





Cada Doce Certificado possui um Selo com um  Nº Rastreador, no exemplo ao lado o código é : BR000000623A
Portando este número você acessa o site : http://docesdepelotas.org.br/sistema/consumidor




Informa o código no campo Código IP e clica em Rastrear Doce como mostrado a seguir:


Após isto abrirá uma janela como está:


 Nesta página voce irá encontrar informações a respeito do produto que você comprou tais como:

- Informações de conservação, Data de Produção e Validade do  Doce

-Ingredientes utilizados na sua elaboração e suas respectivas validades

-Empresa Produtora

-Fotos do Doce

Nesta página há um campo onde você também pode deixar sua crítica,dúvida e elogio a respeito do sistema de rastreabilidade e dos Doces Tradicionais de Pelotas.

Quer saber mais sobre a Associação dos Doceiros de Pelotas acesse:

Qualquer dúvida a respeito do sistema envie um email para : atendimento@imperatrizdocesfinos.com ou atendimento@docesdepelotas.org.br

Até o próximo post  :)
Att
David Jeske

sábado, 18 de maio de 2013

Doces Tradicionais de Pelotas : Para provar que é bom


   Olá hoje vamos conhecer a Associação dos Doceiros de Pelotas,a idealização do projeto de Indicação de Procedência dos Doces Tradicionais de Pelotas e sua importância econômica e histórica para a cidade.A associação começou através do Projeto Polo Doce de Pelotas em 2006 conduzido pelo SEBRAE/RS, este reuniu empresários do setor visando a profissionalização com técnicas de fabricação dos mesmos.
  Em abril de 2008 formalizou-se a Associação dos Doceiros de Pelotas que tinha como meta garantir a tradição dos doces ao território Pelotas, através do desenvolvimento do Projeto "Indicação de Procedência dos Doces de Pelotas". Para tal, construíram um regulamento técnico de produção dos doces tradicionais que padroniza a receita do produto a fim de evitar alterações na receita original.

O que é a indicação de procedência?
  Quando um lugar possui reputação atrelada a determinado produto ou serviço é possível ser reconhecido como um tipo de indicação geográfica denominado de indicação de procedência, no caso de Pelotas, os doces se limitam a região de Pelotas ou seja a todas as cidades que pertenciam a Pelotas no passado (Turuçu,São Lourenço,Capão do Leão,Morro Redondo e Arroio do Padre).

   Dia 31 de Novembro de 2011 a presidente da associação Maria Helena Lubke Jeske recebeu em solenidade o Certificado de Indicação Geográfica (IG), que garante a associação exclusividade sobre o uso da marca Doces de Pelotas. Portanto somente os produtores da associação que cumprem o regulamento técnico poderão fazer uso do nome "Doces de Pelotas" , garantindo qualidade ao consumidor.


Abaixo a lista dos Doces Certificados de Pelotas:

Camafeu
Fatia de Braga

Olho de Sogra

Panelinha de Coco

Ninho

Pastel Santa Clara

Queijadinha

Quindim

Papo de Anjo

Trouxinha de Amêndoas
Amanteigado
Beijinho de Coco
Bem Casado
 
Broinha de Coco























































No próximo post iremos retomar esse assunto explicando sobre a importância da rastreabilidade do doce certificado para o consumidor e como isso reflete na qualidade final do produto.

Att David Jeske

quarta-feira, 7 de março de 2012

Como em Champanhe, confeiteira cria selo para doces de Pelotas


Nem sempre, a boa receita vem com o pulo do gato. Há aquele jeito especial de se preparar, o ponto exato, a manha guardada a sete chaves. E foram esses segredos a maior dor de cabeça e motivo de reconhecimento da empresária Maria Helena Jeske, de 42 anos, dona da Imperatriz Doces Finos, em Pelotas (RS).

Ela liderou um movimento na região que conseguiu registrar a marca Doces de Pelotas para os confeitos da cidade. O selo concedido pelo Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) é semelhante ao do espumante produzido na região francesa de Champanhe, que dá nome à bebida. Isso significa que somente elas podem usar a marca para promover os quindins, camafeu de nozes, fatias de Braga, olhos de sogra e papos de anjo produzidos na região, promovendo o comércio e o turismo locais.

A iniciativa recebeu o reconhecimento do Sebrae, serviço de apoio a empresas, e Jeske recebeu o Prêmio Mulher de Negócios do Estado do Rio Grande do Sul.

Mas, para isso, foi preciso padronizar os produtos e convencer as concorrentes a abrir seus segredos. Atenta à importância das receitas para a preservação da memória da cidade, de colonização portuguesa, Maria Helena Jeske sempre buscou recuperar ingredientes e modos de preparo originais. “Mas percebia muita diferença entre as concorrentes. Estávamos perdendo a essência de como se faziam os doces”, diz.

Em 2006, ela decidiu organizar encontros para discutir o problema. Já nas primeiras reuniões, o caldo entornou. Nem todas as integrantes viam com bons olhos abrir para o grupo receitas centenárias, passadas de mãe para filha.

A empreendedora chamou para si a responsabilidade de uni-las e levou adiante o projeto de fundar a Associação dos Produtores de Doces de Pelotas. Rompida a resistência inicial, conseguiu, junto com outras 15 mulheres, criar a entidade, em 2008.

Haviam vencido a batalha, mas não a guerra. O próximo passo era garantir a qualidade dos doces feitos pela associação e impedir que fossem produzidos em outros locais os mesmos produtos, ditos de Pelotas, sem o devido respeito à tradição. “Fomos atrás de capacitação”, afirma Maria Helena Jeske.

Trabalho em equipe para resgatar a tradição

As doceiras de Pelotas tiveram de abolir subprodutos industrializados e desembolaram ainda mais os novelos da história para chegar às autênticas receitas portuguesas, totalmente artesanais. “É muito gratificante. Na cozinha, a impressão é de estarmos voltando ao passado”, diz.

Elas elaboraram o regulamento técnico e de rastreabilidade da produção. Todos os insumos e matérias primas são identificados, datados e há um controle de como foram usados e para quem foram vendidas as encomendas. "Cada uma praticava em sua fabriqueta e trazia para a associação o resultado. Aprendemos na tentativa e erro, em um trabalho muito colaborativo."

Até a infraestrutura das fábricas foi uniformizada. E junto à reformulação dos processos produtivos, vieram as ferramentas administrativas. Critérios de treinamento e seleção de mão de obra, controles financeiros – custos, fluxo de caixa, orçamentos – enfim, as técnicas de gestão, agora, fazem parte dos negócios.

O reconhecimento por tanto empenho não podia ser melhor. No fim do ano passado, a associação obteve o selo de IG (Indicação Geográfica) do Inpi. Maria Helena, ao olhar para trás, relembra como foi difícil vencer os desafios: “convenci todos a fazerem um investimento que, para mim, era o caminho certo, mas, se algo desse errado...”

Nesse percurso, ela adquiriu mais confiança e a maturidade de saber que há muito ainda a aprender. O filho, aos 22 anos, tornou-se confeiteiro-chefe de sua empresa e ela, além de indicada à presidência da associação, voltou aos bancos da escola, para cursar administração. “Tudo o que construí foi com os ensinamentos da faculdade da vida. Hoje, quero me capacitar sempre mais.”

Da cozinha para o empreendedorismo

A veia empreendedora de Maria Helena Jeske aflorou dos afazeres culinários, no lar. Os doces tradicionais feitos para o marido e os filhos tomaram lugar à mesa dos familiares. Com o boca-a-boca, foram parar na casa dos clientes.

Com muito esforço e economia, a pequena fábrica foi aberta, em 1997. Fornadas de pastéis de Santa Clara, quindins, camafeu de nozes, fatias de Braga, olhos de sogra e papos de anjo tinham, agora, um novo endereço.

Da formalização do negócio à fundação da entidade que reúne as doceiras de Pelotas, foi percorrido um caminho longo, de muita dedicação. “No início, eu mesma tinha dúvidas se conseguiríamos mudar o foco. Tivemos de ter visão, porque passamos de concorrentes a parceiras”, afirma

Fonte: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/03/06/doce-tradicao-e-aliada-na-garantia-de-qualidade.jhtm

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Doceira Pelotense Ganha Prêmio Mulher de Negócios






A presidente da Associação dos Produtores de Doces de Pelotas, Maria Helena Lubke Jeske, representou a entidade e venceu a edição 2012 do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios no Rio Grande do Sul, na categoria Negócios Coletivos. A grande vencedora foi a psicóloga Cecília Ivanete Chaves Machado, de 42 anos, que recebeu o destaque por seu trabalho à frente da Clas Psicologia Clínica e Organizacional, de Cachoeira do Sul.

As duas irão representar o Rio Grande do Sul na etapa nacional do Mulher de Negócios, prevista para o dia 8 de março - Dia Internacional da Mulher - em Brasília. Ao todo, 334 empreendedoras de micro e pequeno portes se candidataram ao prêmio no Rio Grande do Sul - número recorde de inscrições nas oito edições da competição no Estado - 11 delas foram classificadas à final.

Maria Helena ressaltou que o prêmio não é seu, mas dos 16 membros da Associação dos Produtores de Doces de Pelotas. A cerimônia de premiação ocorreu no final da tarde de quinta-feira (9), no Café de La Musique, em Porto Alegre. O evento contou com a participação do presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/RS, Vítor Augusto Koch, e do diretor de Administração e Finanças da entidade, Marcelo de Oliveira Ribas.

O prêmio é uma iniciativa do Sebrae com apoio da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), da Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil (BPW) e da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).

Fonte:

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Doceiras recebem certificado do INPI





Em cerimônia festiva no Salão Nobre do Paço Municipal , realizada no inicio da noite de quarta-feira (30), a Associação dos Produtores de Doces de Pelotas recebeu outorga do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) , que garante o Selo de Indicação de Procedência geográfica aos doces produzidos pelos 16 empresários doceiros de Pelotas que compõem a Associação.
A outorga, que visa proteger e assegurar a tradição da doçaria pelotense, foi entregue pela coordenadora geral de Indicações Geográficas e Registros do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Suzana Serrão à presidente da Associação dos Produtores de Doces de Pelotas, Maria Helena Jeske.
Na oportunidade, o prefeito Adolfo Antonio Fetter discorreu sobre o crescimento e evolução no reconhecimento da qualidade da produção tradicional da doçaria de Pelotas. Fetter ressaltou a importância da iniciativa da realização da Fenadoce, observando que teve como mentor o empresário Wilson Veiga Pereira, conhecido pela grande maioria da população como Wilson do Otto, falecido em julho último. O gestor lembrou que a iniciativa da realização da Feira Nacional do Doce, grande responsável por levar o nome de Pelotas para todo o país e perpetuar Pelotas como Capital Nacional do Doce, teve como embrião um seminário, promovido em 1985, época que atuava como vereador, e que a partir deste, que contou com a participação de empresários tanto do ramo doceiro quanto do trade turístico, citando como exemplo o empresário hoteleiro Samir Curi, a Festa foi criada pelo então prefeito Bernardo Olavo de Souza.
“Este momento é um tributo a ‘Terra do Doce”. É algo que já era nosso, assim como a Fenadoce, que nos proporcionou um espaço nacional, visibilidade, crescimento, geração de emprego, surgiu de nós para nós. Este reconhecimento é mais uma vitória de Pelotas, faz jus à qualidade dos nossos produtos e evita possíveis imitações do uso indevido da marca”, assinalou Fetter.
O prefeito acrescentou, ainda, ao discorrer sobre o crescente reconhecimento da doçaria tradicional de Pelotas, coroada também na ocasião, que há seis anos, por iniciativa da primeira dama de Pelotas, e então deputada estadual Leila Fetter (PP), a Assembleia Legislativa Gaúcha aprovou Projeto de Lei da parlamentar, que tornou os doces de Pelotas “Patrimônio Cultural do Estado”.
O ato de outorga contou com a presença dos empresários e empresárias que integram a Associação, imprensa, do presidente do Legislativo Pelotense, vereador Eduardo Leite, da Corte da Fenadoce e convidados, que além de prestigiar o ato de outorga, foram recepcionados ao som da musicista Glória Majer e contaram com a degustação dos tradicionais doces de Pelotas confeccionados pelos outorgados.

Fonte
http://www.pelotas.com.br/noticia/noticia.htm?codnoticia=29020

Data: 01/12/2011
Redator: Laura Alam - 1928- BA
Fotógrafo: Rafa Marin

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Doces de Pelotas serão debatidos no México



A Identificação Geográfica (IG) do Doce de Pelotas começa a trazer novas perspectivas para o tradicional produto da cidade. Nesta quinta e sexta-feira (29 e 30), a presidente da Associação dos Produtores de Doces de Pelotas, Maria Helena Jeske, participará em Guadalajara, no México, da 5ª Assembleia Geral OriGIn, um evento realizado a cada dois anos, que reúne produtores com IG de todo o mundo para discutir assuntos comuns. Neste mesmo período e local, ocorre a Conferência Internacional sobre Tendências em IG, organizado pelo Conselho Regulador da Tequila (CRT), junto com a Organização Internacional de Indicação Geográfica (OriGIn).


Parte do projeto aprovado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nos níveis nacional e estadual para a Associação, a participação da presidente na 5ª OriGIn já estava prevista, explica a gerente da Regional Sul em Pelotas, Rosâni Ribeiro. Além de projetar internacionalmente o doce de Pelotas, a presença de Maria Helena no evento resultará em informações que serão repassadas posteriormente aos produtores locais sobre a utilização do IG em diferentes países, complementa Rosâni. Em outros temas, estará em debate a questão da falsificação de produtos IG.